sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Trip Of My Thoughts

Estava tudo fechado, já não tinha mais para onde correr. Minhas ilusões desapareciam a cada segundo. Isso tudo estava voltado para uma atitude desesperadora. A loucura estava tomando conta da minha imaginação, ja não tinha mais vontade de caminhar. Parei numa rua escura e deserta onde só se ouvia o ruído dos cachorros famitos, minha respiração era forte, a adrenalina só ia aumentando... Foi quando escultei um barulho estranho e observei uma sombra refletindo lentamente no muro (mais uma viagem). Continuo andando pela 21.725 esquina, vejo um ônibus vindo em minha direção; não adianta correr ele me segue por todos os lugares, entro dentro do ônibus, vejo um velho barbudo e sujo e quatro pessoas me olhando desconfiadas, sento na última cadeira, e apago.
As viagens já não são mais as mesma, tudo está sumindo de uma forma que eu não perceba, já não consigo controlar minha insanidade mental. Me levanto, olho em minha volta estava dormindo no banco de uma praça, não estou conseguindo me encontrar. Entro dentro de uma lanchonete, sento no lado de uma moça de cabelos cacheados e olhos castanhos claro, peço uma xícara de chocolate quente, dois pães-de-queijo e uma água para o garçom. De fato aquilo tudo parecia muito estranho, só faltava a moça inicia uma conversa comigo. Foi quando aconteceu, ela não só iníciou a conversa como também me roubou um beijo, o melhor beijo (mas uma viagem). Ás 10:15 da manhã estava no terraço de um edifício, como tinha ido parar ali? Meditei durante um bom tempo, estava cansado de tudo aquilo, queria voltar para casa e descansar de verdade.
Ilusões que vão e voltam, minha cabeça estava girando, meu corpo estava cansado, estava entrando no mundo verdadeiramente psicodélico, onde as viagens são constantes, as formas de pensar são muitos loucas e sem entendimento. Não é o fato de sonhar ou imaginarmos qualquer coisa. Criamos nossos pensamentos numa verdadeira subordinação própria, não deixando escapar nossas vontades, sentimentos ou a dura realidade. Estava numa verdadeira paralisação mental, onde o tempo era todo meu.