terça-feira, 10 de novembro de 2009

Veemente

Minhas forças enfraquecem, minha garganta estremece. Faço de tudo para isso parar, mais não consigo para de me afogar.
Seu rosto é uma lembrança viva de uma inquietude que guardo em meus pensamentos. Lembrança que faz fortalecer cada vez mais esse tormento.
Pareço estar bem longe de um fim que mal posso ver, e essas ilusões que me perseguem são sem dúvida: passageiras. Não posso guardá-las para sempre.
Procuro cada vez mais substâncias para alimentar minha imaginação. Fico me ocupando de pensamentos passageiros e vagos, para não ter que me afogar. Quem eu sou? Da onde eu vim? Pra onde vou?
São ilusões que fazem me manter por um determinado tempo, longe de um sentimento que nunca supriu minhas vontades. E a verdade de tudo isso, será guardada em um pedaço de carne que acelera a cada respiração.
Podendo ser ouvido somente o barulho e mais nada que o guarda.

Grandes artifícios da minha imaginação.

sábado, 31 de outubro de 2009

Psicodelia Imaginária - Parte V


Respostas
Somente sozinho, sem nenhuma companhia que lhe favorecesse conforto, acaba sentido aperto de um desprezo ótimo, com qual nunca tinha estabelecido contato algum. Bastante ausente de qualquer indivíduo, percebe que a anti-sociabilidade é a coisa mais agradável para o ser humano. Pois possibilita grandes formas de pensar, e faz com que a inteligência cresça no pequeno espaço entre quatro paredes.

A solidão, as paredes, o tempo preguiçoso, a respiração profunda e silenciosa junto com o som que mantêm essa sintonia, lhe faz parecer à melhor forma para que qualquer ser continue caminhando em terras perigosas. Mas se sentido seguro a cada decisão e fazendo com que isso não se tornasse um modo de vida.

Às vezes estar só causa remorso com sigo mesmo, se culpando de grandes acontecimentos no imenso universo. Algum contato com qualquer ser desconstrói toda e qualquer forma de pensamento por qual passou em momentos em que esteve sozinho.

Agora sua imaginação se sente abandonada, livre de qualquer pensamento que lhe fizesse ser uma pessoa medíocre. Sua sobreposição estava começando a estruturar novos caminhos para sua nova perspectiva de vida. Logo se encontraria fora desse labirinto que o aprisionava, e os poucos pensamentos que lhe restavam logo iriam sumir.

Os últimos seres com qual teve convívio eram deletados, e a interação com os seres humanos nunca mais ia lhe ser grata. E a sua relação com o mundo já mais seria a mesma. Até que em uma fração de segundo tudo paralisou, e por um breve momento tudo voltou a ser como antes. Tudo estava sumindo aos poucos, mas o processo interrompeu por causa de um sentimento que leva qualquer ser humano a se autodestruir. As heroínas românticas. Um amor pelo qual passou, fez com que sua imaginação percebesse que tinha que consertar o que havia feito. Era difícil, mas tinha que conseguir. Afinal, temos que continuar caminhando.

Todo esse processo é muito confuso. Ninguém sabe explicar por que inúmeras coisas acontecem todo o tempo. São fatos que fazem as parábolas de interrogações, amores infantis, heroínas românticas, desejos secretos, sonhos de consumo, tentativas de suicídio, vontades próprias, ilusão caótica, mentes abertas, blasfêmia; jamais sejam explicadas. O motivo que leva a nos relacionarmos pode ter inúmeras respostas.

Pobre indivíduo. Nessa fase não podemos controlar nossas imaginações, e nos perdemos para tentarmos encontrar o caminho de voltar. Os momentos são poucos para suprir as inúmeras vontades. Os sentimentos uma passagem. O mundo bastante grande para uma solidão. As vontades recíprocas. É muito difícil saber o que nos espera do outro lado. E enquanto ao blog. Espero ter forças e idéias para continuar escrevendo.

Psicodelia Imaginária - Parte IV

Outsider

Uma sensação estranha. O suor lhe molha o rosto, seus olhos mal conseguem ficar abertos, sua barba estar por fazer. Percebe-se que sua face não estar muito boa. Suas mãos geladas tremem suas pernas mal conseguem ficar parada. Sua respiração acelerada faz com que o “ócio” lhe abrace como um grande amigo. O seu corpo entra em êxtase. O indivíduo nada faz, pois sabe que isso faz parte do processo.

Essa merda de angústia tomou conta da situação. Logo irá saber lhe dar com ela, usando vários estratagemas para manter a calma. Nessa fase, é difícil controlar as idéias que se passam pela imaginação. Passo a passo o indivíduo vai caminhando pra se ver livre desse tormento em que entrou. Certamente as coisas nunca dão certo.

O indivíduo procura soluções que sempre dão erradas. Como se pode seguir em linhas retas, se o ócio lhe faz companhia, e não existe nenhuma vontade dentro desse corpo parado. A situação estar piorando, não consegue mais ser o mesmo. As idéias ridículas são muitas: “Talvez à de ganhar bastante dinheiro, ou melhor, sentir bastante excitação com outros corpos. Quem sabe até mesmo se suicidar”.

Bom, acho que seria uma boa escolha para acabar com esse corpo que já não lhe rende muita coisa. As alucinações lhe remetem a reflexões, e aos poucos vai percebendo o esquema do jogo. E para se manter nesse labirinto, chega a uma razão. Terá que usar da convivialidade para extinguir a relação com outros pensamentos. São estratégias perigosas para qualquer ser humano, isso pode modificar o elo com o mundo. Mas isso não lhe interessa. O bom tempo que estar perdendo nesse buraco pútrido, lhe mostra que tudo não passa de uma ilusão. A utopia que criou, transformasse em realidade. Leva à serio cada pensamento quimérico.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Psicodelia Imaginária - Parte III

Ociosidade

Então é isso. Seguir sem ser notado por todos. Fazer uma retrospectiva, moldar acontecimentos e imaginar fatos que possam mudar tudo o que passou? Trocar de personalidade para se estabelecer em um novo contexto social, sem se preocupar com o que passou nos últimos momentos antes de vim parar aqui nesse labirinto? Esse jogo estar ficando cada vez mais interessante. Olhe para dentro e siga ordenadamente cada regra.

O indivíduo via seu passado como uma sentença. As vontades que faziam ele ser um prisioneiro e escondessem todos os seus medos eram revelados. Os momentos de pura alegria que encontrava em cada ser invisível (ser humano), as pessoas que se distanciavam nos seus momentos de solidão eram lhe mostrado. Enfim, era hora da verdade. O indivíduo pensava que somente sua “cama” sabia de tudo. Pois era a o único lugar em que encontrava conforto e confiança.

O lugar que recebeu o nome de “A cama que sabia tudo”. Ela via suas tristezas, frases, amores, idéias, vontades, e seu crescimento. O lugar em que crescemos sonhando. Agora o tempo estar realmente parado, as respostas de sua realidade eram reveladas em parte. O entendimento desse caótico mundo, o seguimento das massas populares e todas as ilusões que temos durante os nossos movimentos.

Começaria ali uma nova caminhada para a vida ou para a morte. O interessante desse jogo era saber que tudo era lhe mostrado, mas não de graça. Tudo tem seu preço. O indivíduo começava a ter novos rumos, mas tinha que deixar todas as suas vontades. Isso estava ficando difícil, parecia loucura da sua própria imaginação. Como isso podia acontecer, pois nenhum ser humano vive sem algo que seja apegado.

E suas vontades, seu convívio com as pessoas, a liberdade, seus amores, desejos de sexo, e tudo que mantém um homem a interagir com a sociedade, como ficariam? Isso é loucura, um sonho, sadomasoquismo ou o que? Agora ele tem uma companhia verdadeira para continuar procurando a saída desse labirinto, uma companhia que verdadeiramente nos transforma e estragada as vontades que temos. Sras. e Srs. Leitores, eis a companhia, o “ÓCIO”.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um ser que senti-se estragado por todas as vontades.
Onde a paciência se esgotou, como a de qualquer outro.
Sedentarismo, hiperatividade, ócio, qualquer porra desagradável...
Procuro soluções para curar-me dessa merda que me sustenta.
Ilusões, insanidade, existência, medo, humanidade?
Que coisas são essas que me fazem andar em terras perigosas?

Imaginação, Espelhamento, e cada coisa em seu devido lugar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pobre Indivíduo

Sentado em frente de um computador, suas ilusões vão escapando a cada teclada. Não tem mais vontade de si mesmo. Agora mas do que nunca, costuma ficar observando as letras que vão se formando na tela do monitor, enquanto digita.


Um pequeno som é emitido de longe, parecia uma batida de porta; só parecia. As ilusões estão ficando cada vez mais intensas de novo. Observa fixamente o botão do volume da caixa de som do seu computador, e abaixa lentamente. Levando a música Ninth Symphony de Ludwig van Beethoven fica mais silenciosa.


Agora o silêncio toma conta do ambiente. O som emitido de longe parecia ter parado, causando um grande alivio no indivíduo, que se manteve assustado por algum tempo.


Aumenta o volume suavemente, o barulho da música faz sua mente viajar a cada nota produzida pelos instrumentos, com um som frenético dos acordes. O indivíduo cria ilusões para se manter em sintonia com o som no seu ambiente. Parecia tudo normal dentro do seu pequeno universo, e o seu corpo estava relaxado novamente.


No momento que se segue, deixa de dar ouvido ao som da música, e passa a escutar uma voz que se segue pelo corredor da sua casa. Levanta-se assustado e caminha até a porta, para ver se havia algum familiar lhe chamando. Percebe que todos tinham saído, e não havia ninguém na casa além dele mesmo.


Em cada passo que dava até o portão de saída da frente, a voz sumia. Estava ficando apavorado, e sua paranóia crescia a cada momento. Dessa vez a voz estar dentro do quarto, se entrelaçando com a música de Beethoven. Parti correndo até o quarto para entender aquela confusão, e se depara com ele mesmo.


Sua própria imagem que lhe olha fixamente nos olhos, e articula cada parte do corpo. Com isso tudo, o indivíduo não consegue entender, não consegue entender a si próprio. E essa verdadeira confusão que criou e para se deparar com seu ego. Seu verdadeiro personagem que se manteve distante por toda a vida, e nunca fez questão de buscar sua própria pessoa.


Onde estou eu agora?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sobre um sonho, imaginação e realidade

Nunca tive visões que mudasse meu modo de interpreta meu cotidiano. Mudo conforme as variação dos dias. Me sentindo preso ao meu corpo, à minha imaginação e ao mundo que reflete a minha rotina. Os dias, as pessoas, as coisas em seu devido lugar, nunca conseguirei entender o que me parece ser frágil, o espalhamento das coisas. Vivo dia após dia tentando procurar razões que me faça refletir sobres as transformações da realidade. Conforme as minhas idéias, procuro encontrar respostas que levam esses motivos a serem esquecido; caminho em direção as ilusões cheias de fantasias, onde a realidade se encontra em constantes transformações.
E aos indivíduos que se encontram nela?­
Nunca saberão as mudanças deles conforme a mudança do mundo, ‘nem eu mesmo sei’.

Caminho num circulo onde os dias são os mesmo, mas as vontades são diferentes. Nos tornamos seres comuns a parti do momento em que entendemos as coisas, e indiferente a parti do momento como às interpretamos. Minhas imaginações seguem em linhas onde percorrem o medo, a angústia, a incerteza, a felicidade, o romance, o abstrato; as mudanças constantes que fazem eu permanece ao meio de uma incrível utopia. Essas mesmas imaginações fazem me lembrar da realidade que vivencio durante o meu cotidiano, realidade que faz lembrar de que as coisas são fatos, e que esses fatos são segmentos que fazem a realidade funcionarem.

Em meio a esse caos todo, posso imaginar que a realidade é apenas um dos motivos para se criar uma história, baseando-se nos acontecimentos imposto no cotidiano. Que fazem os dias serem os mesmo, os indivíduos permanecerem quietos, as mudanças esquecidas, o novo a ser velho, o barulho ser silêncio, os sentimentos passageiros, e o vivo a se mover sobre um sonho, a imaginação e a realidade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ahh, um Tempo...



[Silêncio]

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Psicodelia Imaginária - Parte II

Personalidades
Sentindo a extremidade de um tempo vivido aperta em suas lembranças, se sufocando em pensamentos enriquecido de devaneio, suas ilusões vão submetendo-se a uma dupla personalidade. Elevando cada vez mais os sentimentos. Suas faces ocultas já não lhe rendem mais nada, apesar de rótulos que lhe desmascaram e faz de si um ser medíocre. Sua escolha é somente interagir com seres de uma categoria ignorante, que se estende na realidade durante seu cotidiano, não tendo conhecimento de si. Sendo marionetizado por uma geração modernizada, onde cada ser pensa igualmente a fim de ser destacar em seu convívio.

Passa cada segundo como se fosse importante, se traindo e aprisionando-se nesse mundo onde idéias fracas tomam conta e entorpecem cada vez mais a memória dos que ainda se dizem os sabidões, os atualizados de assuntos desinteressantes para uma vida. Isso faz com que se sinta à vontade no seu grupo, assegurando-se da certeza de sua felicidade instantânea e imaginado situações de uma mídia hipócrita que diz que á essência do ar “são as coisas materialistas”, desse sofisticado planeta que estar num canto qualquer do universo.

Anda na rua como se fosse diferente (mas estar tudo banalizado). Em casa é apenas um membro da família (sem vontades de assumir a tradição). Na escola um aluno como os outros (mas querendo se destacar como a diversão da “galera”). Fazia de tudo para se adaptar. Isso lhe distraia e fazia esqueçer de um amplo mundo de realidades diferentes. Era uma espécie de “microcosmo”, onde a meta era se protege. E segurança se obtém andando em grupos (os dos populares, dos inteligentes, dos rebeldes, enfim...).

Certamente isso definia menos pelo o que era, do que por quem estava sentado ao seu lado. Suas ilusões eram voltadas a uma mediocridade que se igualava a de todos. Nunca se manifestando em querer mudar, mas mudando conforme a mudanças dos outros. A grande burrice crescia conforme as adaptações no grupo, diminuindo sua percepção de ver como as coisas eram estúpidas.

Eram amizades demais, festas que nunca acabavam moda do momento, bebidas, cigarros, uma alienação que persistia mais e mais em sua imaginação. Estava trancafiado entre duas pontas, que a ridicularidade rodeava sua personalidade aponto de se manter bem superficialmente e tendo suas conversas sem importância com os próximos. A idiotice caminhava ao seu lado em busca de conhecimentos fracos, desinteressante, e com uma característica do “chaves” isso, isso, isso...

Até onde chegara suas ilusões.
Ser alienado, como se fosse um sonho bom.
A moda como se fosse um modo de ser.
As festas como um lugar de se viver.
Bebidas, cigarros como uma necessidade.
E aumentando mais sua futilidade.

As cadeias de sua imaginação arrebentavam, parecia uma grande bolha estourando. Vivenciava a melhor parte de sua vida, a “mediocridade”. Não tendo caráter, autocrítica, e sensibilidade em escolher fatos que diminuísse sua idiotice. A escolha era marcada pelo grupo, sua alternativa era participar. Ignorava outros como se estivesse certo, mantinha seus deveres em ordem, mas nunca deixando sua máscara. Adaptavam-se nos ambientes em que o som, as pessoas, o estilo e a completa falta de valorização o deixavam mais cego.

Não compreendendo a falta de visão entres os clichês e elevando mais sua capacidade de intolerância no amplo mundo em que vive. Se mantendo adequado numa sociedade sem conhecimentos das coisas e verdadeiros consumistas de produtos não-ideológicos. Se entregando para o labirinto que o aprisionava, tendo suas crises constantes e mantendo sempre personalidades que o fizesse ser sempre o incomparável. Ali ele encontrava sempre entorpecência que mantinha suas ilusões caóticas; pois não era o único e o aliviava em saber que não estava só nesse labirinto.

Um grande idiota que vive numa sociedade de modas constantes, onde mentes abertas se deixam ser influenciadas a qualquer preço. Se submetendo ao fracasso das amizades e a felicidade falsa. Não querendo ter seu mundo particular e usufruindo das coisas. Isso enjoa, faz nos sentir um lixo, aperta nossa mente e nos ridiculariza a ponto de não notarmos a incrível falta do caráter critico. Vermes que nos rodeiam e fazem nos basearmos em suas constantes personalidades. Uma forma para mantermos o sorriso colocado no rosto, os abraços, e todas as generalizações que acontece num circulo. Verdadeiramente ele se encontra no centro. E vai se constituindo para um melhor desempenho de suas farsas no convívio de gentes estúpidas. “Um grande babaca”.
Não é uma crítica, apenas uma forma de ver os fatos, um ser que se encontra dentro de um labirinto tentando encontrar a saída, mas passa por uma série de transformação que vivenciamos sem notar. É difícil enxergar essas parábolas que nos rodeiam sem questionarmos nossas realidades; à verdade é que esse mundo é bem louco e deixamos de ter nossa própria psicodélica imaginária.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Psicodelia Imaginária - Capitulo 1 - Parte I

Nostalgia
Ter vivido num tempo onde a causa máxima era saber de onde vinha o seu sustento. Saber como o alegrar vinha de todos os lados e as sensações eram sempre de estar em boa companhia. Nunca adquirindo ou entregando uma tristeza, se fazendo de anônimo para aparentasse numa ocasião repleta de máscaras. Infantilizando cada vez mais à situação, para que sua mente adquirisse informações e intensificasse o seu estar numa entorpecência de atitudes menos inteligível.

O imbecil continua caminhado. Logo se encontrará num labirinto onde as saídas são fantasias a qual tem vivido. Isso se torna um grande caos. Percorre numa parábola de interrogações, amores infantis, heroinas românticas, desejos secretos, sonhos de consumo, tentativas de suicídio, vontades próprias, ilusão caótica, mentes abertas, blasfêmia, obcecação e idéias ridicularizadas por marionetes que fazem disso tudo uma grande brincadeira (seria o bobo da corte ou a cabra-cega). Seu pensamento quimérico não lhe ajuda em nada. Encontrasse absolutamente sozinho, e se entrega á horas de reflexão e alto piedade.

Digamos que séria uma pós-modernidade entrelaçando os antepassados e o tempo que há-de vir a ser. Isso desordena seus pensamentos e faz com que o mesmo tenha ilusões a qual extrairá o que o aprisiona. Deixando minuciosamente as imaginações que não irá lhe favorecer mais nenhum bem. Levando o real ao imaginário e se surpreendendo cada vez mais.

Pequenos flashes passam rapidamente por seus pensamentos. Lembranças que por sua vez nunca serão esquecidas. Isso irá lhe conforta durante os momentos de solidão que terá (e serão muitos). Um grande vazio vai ficando, são grandes pedaços que já não se encaixam mais em sua nova perspectiva de vida. Não tendo coragem suficiente de abandoná-los, seu cérebro dá voltas e voltas para fazer uma pequena retrospectiva de suas subordinações:
Sua neurose infantil.
As brincadeiras na sua barraca de madeira.
Os desenhos clássicos da TV.
Os momentos em que se divertia na escola.
Em que ficava brincando na rua até anoitecer.
Os finais de semana que passava na casa do avô
A primeira paixão geralmente da escola.
O cheiro da grama no final da tarde.
O grande consolo, abraços e colo de sua mãe.
E uma série de outras coisas pela qual passou na sua infância.

Na verdade o tempo demora muito, não percebemos ele passar, só notamos os momentos em que algo acontece. Uma incrível capacidade infantil que só é notada na convivência e algo que esta diante de sua visão. As fantasias estão pouco a pouco sumindo. Nos dias atuais quando passa pela rua na qual cresceu lembra do tempo de uma nostálgica época em que conhecia toda a vizinhança, cada família, filhos, as quais fizeram parte de sua vida. Mas muitas famílias foram embora, se dispersaram; as que ficaram já não são mas as mesmas. O mundo tinha mudado o mundo dele e o mundo delas. Pelo menos as luzes eram as mesmas e isso fazia com que se lembrasse de tudo detalhadamente.

No inverno de 1995, lembra de como o dia frio e chuvoso dava a sensação de como a vida era maravilhosa. Claro que aquilo tudo não era eterno. Mas sentado na frente da porta de sua casa, observando as gotas caindo, fez com que aquela cena ficasse gravada para sempre na sua imaginação. O momento e uma imaginação inocente que somente à infância podia lhe dar. Que seria uns dos primeiros passos para assumir uma vida.