sábado, 24 de janeiro de 2009

Psicodelia Imaginária - Capitulo 1 - Parte I

Nostalgia
Ter vivido num tempo onde a causa máxima era saber de onde vinha o seu sustento. Saber como o alegrar vinha de todos os lados e as sensações eram sempre de estar em boa companhia. Nunca adquirindo ou entregando uma tristeza, se fazendo de anônimo para aparentasse numa ocasião repleta de máscaras. Infantilizando cada vez mais à situação, para que sua mente adquirisse informações e intensificasse o seu estar numa entorpecência de atitudes menos inteligível.

O imbecil continua caminhado. Logo se encontrará num labirinto onde as saídas são fantasias a qual tem vivido. Isso se torna um grande caos. Percorre numa parábola de interrogações, amores infantis, heroinas românticas, desejos secretos, sonhos de consumo, tentativas de suicídio, vontades próprias, ilusão caótica, mentes abertas, blasfêmia, obcecação e idéias ridicularizadas por marionetes que fazem disso tudo uma grande brincadeira (seria o bobo da corte ou a cabra-cega). Seu pensamento quimérico não lhe ajuda em nada. Encontrasse absolutamente sozinho, e se entrega á horas de reflexão e alto piedade.

Digamos que séria uma pós-modernidade entrelaçando os antepassados e o tempo que há-de vir a ser. Isso desordena seus pensamentos e faz com que o mesmo tenha ilusões a qual extrairá o que o aprisiona. Deixando minuciosamente as imaginações que não irá lhe favorecer mais nenhum bem. Levando o real ao imaginário e se surpreendendo cada vez mais.

Pequenos flashes passam rapidamente por seus pensamentos. Lembranças que por sua vez nunca serão esquecidas. Isso irá lhe conforta durante os momentos de solidão que terá (e serão muitos). Um grande vazio vai ficando, são grandes pedaços que já não se encaixam mais em sua nova perspectiva de vida. Não tendo coragem suficiente de abandoná-los, seu cérebro dá voltas e voltas para fazer uma pequena retrospectiva de suas subordinações:
Sua neurose infantil.
As brincadeiras na sua barraca de madeira.
Os desenhos clássicos da TV.
Os momentos em que se divertia na escola.
Em que ficava brincando na rua até anoitecer.
Os finais de semana que passava na casa do avô
A primeira paixão geralmente da escola.
O cheiro da grama no final da tarde.
O grande consolo, abraços e colo de sua mãe.
E uma série de outras coisas pela qual passou na sua infância.

Na verdade o tempo demora muito, não percebemos ele passar, só notamos os momentos em que algo acontece. Uma incrível capacidade infantil que só é notada na convivência e algo que esta diante de sua visão. As fantasias estão pouco a pouco sumindo. Nos dias atuais quando passa pela rua na qual cresceu lembra do tempo de uma nostálgica época em que conhecia toda a vizinhança, cada família, filhos, as quais fizeram parte de sua vida. Mas muitas famílias foram embora, se dispersaram; as que ficaram já não são mas as mesmas. O mundo tinha mudado o mundo dele e o mundo delas. Pelo menos as luzes eram as mesmas e isso fazia com que se lembrasse de tudo detalhadamente.

No inverno de 1995, lembra de como o dia frio e chuvoso dava a sensação de como a vida era maravilhosa. Claro que aquilo tudo não era eterno. Mas sentado na frente da porta de sua casa, observando as gotas caindo, fez com que aquela cena ficasse gravada para sempre na sua imaginação. O momento e uma imaginação inocente que somente à infância podia lhe dar. Que seria uns dos primeiros passos para assumir uma vida.