sábado, 31 de outubro de 2009

Psicodelia Imaginária - Parte IV

Outsider

Uma sensação estranha. O suor lhe molha o rosto, seus olhos mal conseguem ficar abertos, sua barba estar por fazer. Percebe-se que sua face não estar muito boa. Suas mãos geladas tremem suas pernas mal conseguem ficar parada. Sua respiração acelerada faz com que o “ócio” lhe abrace como um grande amigo. O seu corpo entra em êxtase. O indivíduo nada faz, pois sabe que isso faz parte do processo.

Essa merda de angústia tomou conta da situação. Logo irá saber lhe dar com ela, usando vários estratagemas para manter a calma. Nessa fase, é difícil controlar as idéias que se passam pela imaginação. Passo a passo o indivíduo vai caminhando pra se ver livre desse tormento em que entrou. Certamente as coisas nunca dão certo.

O indivíduo procura soluções que sempre dão erradas. Como se pode seguir em linhas retas, se o ócio lhe faz companhia, e não existe nenhuma vontade dentro desse corpo parado. A situação estar piorando, não consegue mais ser o mesmo. As idéias ridículas são muitas: “Talvez à de ganhar bastante dinheiro, ou melhor, sentir bastante excitação com outros corpos. Quem sabe até mesmo se suicidar”.

Bom, acho que seria uma boa escolha para acabar com esse corpo que já não lhe rende muita coisa. As alucinações lhe remetem a reflexões, e aos poucos vai percebendo o esquema do jogo. E para se manter nesse labirinto, chega a uma razão. Terá que usar da convivialidade para extinguir a relação com outros pensamentos. São estratégias perigosas para qualquer ser humano, isso pode modificar o elo com o mundo. Mas isso não lhe interessa. O bom tempo que estar perdendo nesse buraco pútrido, lhe mostra que tudo não passa de uma ilusão. A utopia que criou, transformasse em realidade. Leva à serio cada pensamento quimérico.

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