segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Controle

Trim..... Trim..... Trim..... Trim..... Trim..... TIC!
“Oi, aqui é o Arthur. No momento não posso atender, mas deixe seu recado que depois retornarei.Obrigado”. TUM!
“Arthur? Você está ae? Atenda, precisamos conversar. Queria lhe pedir desculpa por mandar você se fuder. Eu não sei o que deu em mim, estava nervosa e você apareceu numa hora errada. Aquele cara com quem você me viu na cama era o Daniel. Estávamos saindo há um tempo e acabei me apaixonado. Não sabia como lhe contar isso, eu errei. Percebi que ele não significa nada para mim. As coisas acontecem tão de repente em nossas vidas que não percebemos, e acabamos cometendo erros... Desculpa. Estarei esperando você para conversarmos melhor”. TUM!

Ao terminar a gravação, o silêncio se instalou naquela sala. Era um silêncio presencial, como se alguém tivesse observando aquele momento. Pela mesa havia cigarros amassados, cinzas espalhadas, vodca derramada e um cheiro insuportável de vômito. Arthur estava jogado no chão sobre o tapete segurando um frasco de remédio. Ao seu lado uma folha de papel amarela com a qual interagiu pela última vez.


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