sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

2014-2015...




Let's go with the flow
Wherever it goes
We're more than alive...
...Louder than words.


(Valeu, Pink Floyd)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pequenas palavras que sumiram no vento

Eu gosto quando a poesia escorre
Quando perdemos o sono e nos atrofiamos em palavras
Quando tu me vem a mente pra nunca mais querer sair
Quando a te desejo e te prendo em meus braços
Quando te faço encher os olhos sorrindo
Quando digo que no final tudo vai ficar bem
Quando tu sorrir e o espaço se distorce 
Quando percebo meu grau de leseira e esqueço de todo resto

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estalos

Aqui o bagulho é doido e a realidade te faz ser mais esperto pro que pode acontecer. São bombas caindo e explodindo no teu lado e uma cortina de fumaça te engole. O ar foge dos teus pulmões  e o corpo se dilata nos poros levantando os pelos do calafrio. A cabeça confusa expulsa pensamentos causando um holocausto para suas ações. Meio inconsciente seus olhos denunciam o esgotamento, sua boca mastiga saliva e o amargo escroto  cai pra dentro do vazio. Suas pernas bambas mostram o desassossego que brota da imaginação infame que te perturba. No meio do desespero tu te encontras só e procuras espaço pra desabar. A paisagem se transfigura e o teu céu se distorce em pigmentação CMY. Vozes são riscadas ao vento e o teu peito aperta cada vez mais nesse inferno que criaste só para te assegurar da verdade que não está do lado de fora. Rompes o elo de ligação entre interno-externo e o teu mundo sacode a poeira do paraíso real-ficcional. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Conseguimos chegar até aqui e fomos o mais longe que pudemos ir. Quando um abaixava a cabeça todo o resto o erguia para fazê-lo olhar para frente. A gente viveu um tempo bom quando nossos conhecimentos se remetiam ao que acreditávamos verdadeiramente. Hoje pode ser que tudo aquilo não passou de um sonho, mas foi um sonho tão real que vivemos como deveríamos viver de fato. Aquelas horas em direção ao destino foi um momento único em que cada um mostrava ser o que era e o que sentia, fomos inteiramente únicos. Hoje vejo na memoria que não dá mais para parar e que para todas as coisas existe um limite. Somos diferentes agora, mas com o mesmo pensamento que nos fizeram brotar para um novo amanhecer. Agora rimos do passado e não nos arrependemos de ter feito o que fizemos. Aquela aventura bateu asas e voamos tão alto que nem sabemos decifrar os acordes do som que nossos passos seguiam. Tentávamos manter forças, mas depois que a montanha desabou e descobrimos que a história era a mesma de cinquenta anos atrás decidimos seguir nosso próprio caminho. Nosso cotovelo falava e gritava para a pelegada sentir o sangue que ardia em nossos olhos. Estouramos e aguentamos a estrada para cumprir nossos objetivos, foi com o companheirismo que de mãos dadas nos entrelaçamos no lado esquerdo do peito e soamos uma única voz para a liberdade de todos que estavam a nossa volta. Não tínhamos gênero e alguma coisa dali ficou para sempre em nós. A família que éramos antes foi um pequeno ensaio para construir a nossa própria família. Temos disposição e senso para criticar o que não convêm para a mudança de um mundo digno e justo. Passamos de lá pra cá e o caminho é transgredir para nossa própria mudança como seres pensante e claro, seres fortes que busca evoluir na construção de um novo amanhã. 

Saudações.

Para os amigos que estiveram na luta da militância 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Congratulações

Depois da meia noite o blog completa seis anos e eu nem sei como ele sobreviveu esse tempo todo. Deve ter sido as tantas coisas que me aconteceram de lá pra cá. Às vezes eu fico lendo o que postei aqui e fico sei lá, lembrando os momentos ruins que passei. Foi uma fase muito escrota e o blog existe pra eu ter o registro disso e não esquecer tão cedo. Talvez fique por anos aqui e quando eu chegar lá poderei rir de tudo isso. Eu pensei várias vezes em deletar o blog. Não sei porque caralhos isso passava pela minha cabeça. Talvez tenha sido a falta de paciência em escrever e eu ficava sufocado quando via ele parado por muito tempo. Escrever dá muito trabalho e eu não sou tão bom assim, e também foram aparecendo outras prioridades que me distanciavam daqui. Ter um blog reque dedicação, paciência e alguma ideia legal pra se escrever. Eu até que tenho, mas se eu não sentar e escrever os pensamentos me fogem.

Eu soava infantil e dramático nas publicações. Escrevia o que sentia e corria aqui pra dá um grito. Pensava em mudar o mundo, conquistar o impossível e um monte de leseiras. Eu era muito mais idiota do que agora. Acho que poucas publicações me fazem ter orgulho de tê-las escrito. Eu conversava comigo mesmo e amava demais os pensamentos que atravessavam a minha cabeça. Escrevia cartinhas e me enjaulava numa solidão que criava nas metáforas dos contos registrados aqui. Silenciava as palavras e tirava do meu cérebro o que o coração roubava da alma. Ficava me martirizando por besteiras e hoje acho legal pra caralho (mas no momento não foi) ter passado por tudo isso. Conheci muitas pessoas através desse blog, a maioria que nem eu. Me identificava através da escrita delas e agora elas sumiram, são bem poucas as que eu ainda tenho contato. Fomos crescendo juntos e melhorando um pouco a nossa escrita. Por isso esse blog é tão importante pra mim.

É estranho ficar falando uma coisa que por mim ainda vai continuar. Ainda terei algumas ideias e sentimentos escrotos que vão ficar alimentando esse espaço aqui. Mas depois da meia noite ele vai completar um tempinho na minha vida. E eu vou dá uma de idiota e agradece pra mim mesmo por ter criado ele. Vou ser legal e agradecer ao Blogger, ao Orkut, ao Google e as pessoas que passaram por aqui. Eu nunca fui de divulgar muito o blog e não acho interessante compartilhar intimidade, por isso ele fica aqui esquecido e quase ninguém o conhece. Vamos ver o que aparece. Vamos ver o que acontece com o Psicodelia Imaginária. Acho que é isso. Valeu blog por existir.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nós, Tristão e Isolda

A mente contorna um estranho raciocínio de coisas estranhas. 
São pulgas atrás da orelha que instigam no país do caos-caótico. 
O pássaro azul bate asas e a flor murcha na terra de criaturas disfarçadas.
O temperamento é leve e os dias enfadonhos. 
Faíscas saem do chão com o roçar dos passos, os membros inferiores mesclam lentidão e firmeza em lugares esquisitos. 
Um chumaço de algodão ocupa o lugar do cérebro e tanto lá em cima quanto aqui em baixo os poros ardem e nos sentimos espirituosos.
A faca reflete um brilho para ser apunhalada com força no peito e rasgar o véu tênue desmanchando a carne viva banhada em sangue.
O grande pai da burrice se esfaqueia na solidão dos pensamentos intimistas e o coração nem avisa quando o dia fica mal. 
Esbravejo silêncio para o ódio escapulir, 
O sangue fica retido no olho e a respiração funda bate como correntes grossas e pesadas. Juntos a loucura nos acompanha e mais uma vez nos desesperamos. 
Soamos dramáticos e infantis, 
Mas a busca por sorrisos singelos se fodeu quando o céu fechou e começou a trovejar. 
O delírio é mais obvio que 1 + 1, e ainda se situa bem pequena na minha cabeça.
Um flerte, e nada mais.
Vamos dançar conforme a música, 
Vamos sorrir da desgraça, 
Vamos morrer de tédio e ser amparado pela dor egocêntrica, 
Vamos ser sadomasoquista de nós mesmo, 
Vamos redescobrir o passado, 
Vamos voltar ao tempo e ver o que tínhamos de estranho, 
Vamos viver o amanhã hoje mesmo, 
Vamos abrir as portas da loucura e deixar a saudade escancarada.
Vamos matar pela beleza e morrer por sonhos.
Vamos seguir a linha da palma da mão. 
Vamos nos esconder no buraco pútrido de nossa mente.
Vamos fechar os olhos e dormir. 
Vamos revirar dia após dia e ser o mesmo eternamente.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pedacinhos de saturno

Foi quando o mundo se dilatou na palma da minha mão e hoje eu nem sei quanto tempo faz que essa história teve fim. A linha controversa de trás pra frente trouxe as vestes que encobriam as manchas deixadas por nós quando tínhamos suores. Quando numa manada de respiração sôfrega nossos hormônios ferozes dissecavam na ejaculação precoce de nossas vontades. Hoje os restos do gosto deixado em nossos lábios excitam o paladar ao se molhar com a língua e a imagem do seu rosto sufocado quando meu corpo pesava em ti latejam em flash no escuro incomodo. O efeito retardado traziam lembranças afiadas como lâminas e me cortavam os pensamentos. Eu ia descobrindo aos poucos tudo que parecia ser perfeito quando o eu a ti se ajustava nos ponteiros e dávamos corda para não perde nosso valioso tempo. Tu abriste mão da era vertiginosa de uma juventude só para contemplar o passo gigante que dava em descobrir o mundo. Tu bem pequena caminhava com cuidado sobre os cacos e me ensinava como era sentir a calma que brotava do coração. Eu observava todos os detalhes para que não se distanciasse e me fizesse perder no meio do caminho. Nós vivíamos o amanhã sem se importar com o medo da velhice que se adiantava em nos carregar. Quando o último grão de areia insistia em cair nós ficamos de cabeça pra baixo e recomeçávamos a construir o nosso planeta. Eu inventava de ser um astronauta e te buscava no alto para vagarmos como pluma no ar, rompia o medo que tu tinhas em se sentir longe de casa e mostrava o azul-marinho-estrelado que aparecia em teus sonhos. Te embalava na mistura das cores do caleidoscópio, te tirei do aperto do meu peito e lhe dei a liberdade de alçar voos maiores. Tu me fizeste encher os olhos de lagrimas para descobrir minha fraqueza, me posaste no véu de seus seios e me encobriste de estrelas. Nós nos dividimos em cápsulas quando o Meteoro Ur se chocou com nossa nave espacial em pleno espaço sideral enquanto Erik Satie soava na explosão da via láctea. E assim o universo assistia a nossa dança sobre a luz que escapava da rachadura da parede.