segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Congratulações

Depois da meia noite o blog completa seis anos e eu nem sei como ele sobreviveu esse tempo todo. Deve ter sido as tantas coisas que me aconteceram de lá pra cá. Às vezes eu fico lendo o que postei aqui e fico sei lá, lembrando os momentos ruins que passei. Foi uma fase muito escrota e o blog existe pra eu ter o registro disso e não esquecer tão cedo. Talvez fique por anos aqui e quando eu chegar lá poderei rir de tudo isso. Eu pensei várias vezes em deletar o blog. Não sei porque caralhos isso passava pela minha cabeça. Talvez tenha sido a falta de paciência em escrever e eu ficava sufocado quando via ele parado por muito tempo. Escrever dá muito trabalho e eu não sou tão bom assim, e também foram aparecendo outras prioridades que me distanciavam daqui. Ter um blog reque dedicação, paciência e alguma ideia legal pra se escrever. Eu até que tenho, mas se eu não sentar e escrever os pensamentos me fogem.

Eu soava infantil e dramático nas publicações. Escrevia o que sentia e corria aqui pra dá um grito. Pensava em mudar o mundo, conquistar o impossível e um monte de leseiras. Eu era muito mais idiota do que agora. Acho que poucas publicações me fazem ter orgulho de tê-las escrito. Eu conversava comigo mesmo e amava demais os pensamentos que atravessavam a minha cabeça. Escrevia cartinhas e me enjaulava numa solidão que criava nas metáforas dos contos registrados aqui. Silenciava as palavras e tirava do meu cérebro o que o coração roubava da alma. Ficava me martirizando por besteiras e hoje acho legal pra caralho (mas no momento não foi) ter passado por tudo isso. Conheci muitas pessoas através desse blog, a maioria que nem eu. Me identificava através da escrita delas e agora elas sumiram, são bem poucas as que eu ainda tenho contato. Fomos crescendo juntos e melhorando um pouco a nossa escrita. Por isso esse blog é tão importante pra mim.

É estranho ficar falando uma coisa que por mim ainda vai continuar. Ainda terei algumas ideias e sentimentos escrotos que vão ficar alimentando esse espaço aqui. Mas depois da meia noite ele vai completar um tempinho na minha vida. E eu vou dá uma de idiota e agradece pra mim mesmo por ter criado ele. Vou ser legal e agradecer ao Blogger, ao Orkut, ao Google e as pessoas que passaram por aqui. Eu nunca fui de divulgar muito o blog e não acho interessante compartilhar intimidade, por isso ele fica aqui esquecido e quase ninguém o conhece. Vamos ver o que aparece. Vamos ver o que acontece com o Psicodelia Imaginária. Acho que é isso. Valeu blog por existir.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nós, Tristão e Isolda

A mente contorna um estranho raciocínio de coisas estranhas. 
São pulgas atrás da orelha que instigam no país do caos-caótico. 
O pássaro azul bate asas e a flor murcha na terra de criaturas disfarçadas.
O temperamento é leve e os dias enfadonhos. 
Faíscas saem do chão com o roçar dos passos, os membros inferiores mesclam lentidão e firmeza em lugares esquisitos. 
Um chumaço de algodão ocupa o lugar do cérebro e tanto lá em cima quanto aqui em baixo os poros ardem e nos sentimos espirituosos.
A faca reflete um brilho para ser apunhalada com força no peito e rasgar o véu tênue desmanchando a carne viva banhada em sangue.
O grande pai da burrice se esfaqueia na solidão dos pensamentos intimistas e o coração nem avisa quando o dia fica mal. 
Esbravejo silêncio para o ódio escapulir, 
O sangue fica retido no olho e a respiração funda bate como correntes grossas e pesadas. Juntos a loucura nos acompanha e mais uma vez nos desesperamos. 
Soamos dramáticos e infantis, 
Mas a busca por sorrisos singelos se fodeu quando o céu fechou e começou a trovejar. 
O delírio é mais obvio que 1 + 1, e ainda se situa bem pequena na minha cabeça.
Um flerte, e nada mais.
Vamos dançar conforme a música, 
Vamos sorrir da desgraça, 
Vamos morrer de tédio e ser amparado pela dor egocêntrica, 
Vamos ser sadomasoquista de nós mesmo, 
Vamos redescobrir o passado, 
Vamos voltar ao tempo e ver o que tínhamos de estranho, 
Vamos viver o amanhã hoje mesmo, 
Vamos abrir as portas da loucura e deixar a saudade escancarada.
Vamos matar pela beleza e morrer por sonhos.
Vamos seguir a linha da palma da mão. 
Vamos nos esconder no buraco pútrido de nossa mente.
Vamos fechar os olhos e dormir. 
Vamos revirar dia após dia e ser o mesmo eternamente.