quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Conseguimos chegar até aqui e fomos o mais longe que pudemos ir. Quando um abaixava a cabeça todo o resto o erguia para fazê-lo olhar para frente. A gente viveu um tempo bom quando nossos conhecimentos se remetiam ao que acreditávamos verdadeiramente. Hoje pode ser que tudo aquilo não passou de um sonho, mas foi um sonho tão real que vivemos como deveríamos viver de fato. Aquelas horas em direção ao destino foi um momento único em que cada um mostrava ser o que era e o que sentia, fomos inteiramente únicos. Hoje vejo na memoria que não dá mais para parar e que para todas as coisas existe um limite. Somos diferentes agora, mas com o mesmo pensamento que nos fizeram brotar para um novo amanhecer. Agora rimos do passado e não nos arrependemos de ter feito o que fizemos. Aquela aventura bateu asas e voamos tão alto que nem sabemos decifrar os acordes do som que nossos passos seguiam. Tentávamos manter forças, mas depois que a montanha desabou e descobrimos que a história era a mesma de cinquenta anos atrás decidimos seguir nosso próprio caminho. Nosso cotovelo falava e gritava para a pelegada sentir o sangue que ardia em nossos olhos. Estouramos e aguentamos a estrada para cumprir nossos objetivos, foi com o companheirismo que de mãos dadas nos entrelaçamos no lado esquerdo do peito e soamos uma única voz para a liberdade de todos que estavam a nossa volta. Não tínhamos gênero e alguma coisa dali ficou para sempre em nós. A família que éramos antes foi um pequeno ensaio para construir a nossa própria família. Temos disposição e senso para criticar o que não convêm para a mudança de um mundo digno e justo. Passamos de lá pra cá e o caminho é transgredir para nossa própria mudança como seres pensante e claro, seres fortes que busca evoluir na construção de um novo amanhã. 

Saudações.

Para os amigos que estiveram na luta da militância